quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Traficante NEM chefe do tráfico na rocinha é preso pelo Batalão de choque 
Renata Leite (renata.leite@oglobo.com.br) e O Globo (granderio@oglobo.com.br)
O traficante Antônio Bonfim Lopes, o Nem, chefe do tráfico de drogas da Favela da Rocinha, foi preso. Na foto, reprodução de imagem da TV GLOBO. Foto Bruno Gonzalez / EXTRA / Agência O Globo
RIO - O traficante Antônio Bonfim Lopes, o Nem, chefe do tráfico de drogas na Rocinha, foi preso no fim da noite de quarta-feira por policiais do Batalhão de Choque da PM, na Lagoa, em frente à sede do Clube Piraquê. Segundo a polícia, ele foi encontrado no porta-malas de um Corolla preto, onde viajavam mais três homens, que também foram presos - um deles se apresentou como funcionário do consulado da República do Congo, o segundo se disse cônsul honorário desse país e o terceiro era advogado. O secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, disse nesta quinta-feira, em entrevista ao Bom Dia Rio, que é fundamental a prisão de grandes chefes do tráfico, assim como apreensões de armas e drogas:
- A estratégia que está sendo utilizada é a quebra do império, é a quebra do muro imposto por armas, é a quebra daquele lugar, daquela ilha inexpugnável da violência. Na medida em que simplesmente se anunciou que isso ia acontecer, essas pessoas mostraram fragilidade - afirma Beltrame.
O secretário disse ainda que não há uma receita concreta de pacificação e não confirmou se a ocupação da favela da Rocinha começa no próximo domingo:
- A gente se prepara para entrar, sem confronto, mas não sabemos o que os criminosos têm na cabeça. Na Rocinha, há uma operação combinada que já começou há dias e nós ainda temos alguma informação a ser processada para determinar quando isso vai se dar - diz Beltrame
Comparsas de Nem ofereceram R$ 1 milhão a policiais para que o grupo fosse liberado
O carro em que Nem estava foi abordado inicialmente na saída da Rocinha por policiais do Batalhão de Choque, mas o suposto funcionário do consulado, alegando imunidade diplomática, se recusou a passar pela revista e a abrir o porta-malas. Ele afirmou que só abriria o veículo numa unidade da Polícia Federal. Os PMs seguiram então o carro em direção a uma unidade policial. Na altura do Piraquê, no entanto, o automóvel parou e um dos homens teria oferecido o suborno aos policiais para que fossem liberados. A Polícia Federal foi chamada porque o advogado invocou a imunidade diplomática do cônsul para não abrir a mala do carro. O Corolla foi revistado, e Nem, encontrado. O traficante foi levado para a sede da Polícia Federal, na Praça Mauá.
O soldado Heitor, do Batalhão de Choque da Polícia Militar, que participou da prisão, contou na manhã desta quinta-feira que o advogado que estava no carro ofereceu num primeiro momento R$ 20 mil de suborno para que o grupo fosse liberado. Diante da recusa dos policiais, eles aumentaram o valor para R$ 1 milhão.
Ele disse ainda que todos os carros estavam sendo revistados por ordem do comando da PM e que a hora avançada e a potência do Corolla usado pelo cônsul chamaram a atenção dos policiais.
- Me sinto orgulhoso com a vitória - disse o policial.
O cabo Eduardo Teixeira, do Batalhão de Choque, que também acompanhou a prisão na Lagoa, confirmou que o suposto funcionário do consulado ofereceu propina.
- Quando o porta-malas foi aberto, o Nem viu que tinha perdido e não apresentou nenhuma reação - disse Teixeira.
O comandante-geral da PM, coronel Erir Ribeiro da Costa Filho, foi à sede da Polícia Federal e disse que os traficantes da Rocinha, onde em breve será implantada uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), estão se sentindo acuados:
- Eles estão tentando fugir da favela. Continuaremos revistando todos no entorno da comunidade.
Em volta da sede da PF, os PMs comemoravam a prisão.
Leitor registra cena do traficante Nem sendo preso na Lagoa
Nem era o alvo de policiais que faziam um cerco na favela, que deve receber uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) no próximo domingo. A Polícia Militar havia reforçado o patrulhamento nos acessos à Rocinha e à Favela do Vidigal, também na Zona Sul, inclusive com viaturas da corporação. Agentes do Batalhão de Operações Especiais (Bope) chegaram a ocupar a Vista Chinesa, uma das possíveis rotas de fuga de bandidos da Rocinha.
No início da noite, dez pessoas, entre policiais e traficantes, foram presas durante operação da Polícia Federal , quando cinco agentes civis e militares escoltavam cinco traficantes que estariam fugido da Favela da Rocinha. O grupo estava dividido em quatro carros que foram interceptados por agentes da PF em frente ao Shopping da Gávea e ao Jóquei, na Zona Sul do Rio. Um dos bandidos presos é o traficante Anderson Rosa Mendonça, conhecido como Coelho, braço-direito do traficante Nem e chefe do tráfico no Morro de São Carlos. Nos carros foram apreendidas armas, granadas e drogas. Todos foram levados para a sede da PF, na Praça da Bandeira. Os bandidos teriam negociado, segundo uma alta fonte da Polícia Civil, o pagamento de cerca de R$ 2 milhões pela escolta feita pelos agentes do estado. Com escutas telefônicas autorizadas pela Justiça, agentes federais estavam monitorando os traficantes e flagraram os policiais em conversas com os bandidos.
Policiais junto ao carro onde o traficante Nem foi preso na Lagoa - Foto: Fernando Quevedo
Entre os presos, segundo a PF, estão três policiais civis, sendo deles da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Cargas (DRFC) - Carlos Renato Rodrigues Tenório e Wagner de Souza Neves - e um da Delegacia de Repressão a Crimes contra a Saúde Pública (DRCCSP) - Carlos Daniel Ferreira Dias. O grupo também conta com dois ex-PMs, José Faustino Silva e Flávio Melo dos Santos, de acordo com nota enviada pela PF na noite desta quarta-feira. Os outros cinco são traficantes. Além de Coelho, outro dos principais chefes do tráfico no Morro de São Carlos, no Estácio, também estaria entre os presos na noite desta quarta-feira. Sandro Luiz de Paula Amorim, o Lindinho ou Peixe, foi procurar abrigo na Rocinha logo após seu reduto ser ocupado por uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). Ele foi encarregado de assumir também o comandos das favelas de Macaé, após a morte do traficante Roupinol, ocorrida em 2010. Os outros três bandidos são Paulo Roberto Lima da Luz, conhecido como Paulinho; Varquia Garcia dos Santos, conhecido como "Carré"; e Sandro Oliveiro.
Três fuzis, dez pistolas, cinco granadas e 20 carregadores, além de reais e euros em quantidade ainda não revelada, foram apreendidos. Também foram apreendidas joias em ouro.
Segundo o Tribunal de Justiça, a PF pediu auxilio à Vara de Execuções Penais para monitorar um dos integrantes do grupo que foi preso. A PF sabia que ele, por ser foragido do sistema penal, estava usando uma tornozeleira eletrônica. Através desse monitoramento, foi possível localizar o grupo.
objetos pertencente aos traficantes  Foto Domingos Peixoto / agência o Globo
A correria dos policiais para capturar os bandidos transformou a rotina da Rua Arthur Araripe, uma via curta, predominantemente residencial, em frente ao shopping da Gávea, que liga a Marquês de São Vicente à Autoestrada Lagoa-Barra. Os policiais fecharam o trânsito em dois pontos durante a operação, que mobilizou cerca de 40 agentes. Algemados, os bandidos presos eram colocados deitados no asfalto.
Nem responde a 10 processos e 20 inquéritos
À frente de uma holding criminosa que fatura cerca de R$ 10 milhões por mês, vendendo no atacado e no varejo desde maconha até ecstasy, e apontado como responsável por uma série de espancamentos e assassinatos, Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha, responde a uma dezena de processos por tráfico e formação de quadrilha, além de 20 inquéritos, inclusive por lavagem de dinheiro.
Franzino e com orelhas de abano, Nem nunca se destacou pelo physique du rôle. O chefão do tráfico na Rocinha surgiu quase por acaso. Ele começou a trabalhar para o traficante Lulu depois que este lhe emprestou R$ 400 mil para pagar o tratamento de sua filha, portadora de uma doença óssea rara.
Com a morte de Lulu, Nem passou a ser o braço-direito do sucessor, Bem-Te-Vi, que rompeu com a facção criminosa que dominava o morro. Como Bem-Te-Vi se afundava no álcool, Nem ganhou espaço até substitui-lo quando ele foi morto pela polícia, em 2005.
- Nos seis anos em que domina a Rocinha, Nem, que não costuma se drogar, tornou o negócio da droga mais rentável e profissional. Ele procura evitar confrontos com a polícia porque não quer afungentar os compradores e, ao contrário de outras favelas, não vende crack porque é um tipo de droga que leva o viciado a roubar e a criar problemas. Mas de maconha aos sintéticos, oferece de tudo - conta a ex-deputada federal Marina Magessi, que, como inspetora de polícia, investigou a quadrilha do bandido.
O traficante Nem da Rocinha: negócio diversificado (Foto: Divulgação) Rocinha é hipermercado das drogas, inclusive sintéticas
A Rocinha é um hipermercado das drogas. A "firma" cresceu com Nem, inclusive com delivery para a Zona Sul e a Barra. Em 2007, a polícia descobriu lá o primeiro laboratório de refino de cocaína numa favela, capaz de produzir meia tonelada da droga para abastecer 13 morros. Nem pagava R$ 40 para cada pessoa que comprasse numa loja no Centro produtos de uso controlado utilizados na refinaria. Seguindo os compradores, os policiais descobriram que boa parte deles ia para a Rocinha.
Nem distribuía cestas básicas e se envolveu com política, a começar pela eleição para a associação de moradores, mas é temido por ser temperamental. Um dia antes da invasão do Intercontinental, teria mandado espancar um morador que tentou enganá-lo fazendo com que a mãe pedisse R$ 10 mil para livrá-lo de um suposto sequestro praticado por policiais. O bando dele é suspeito da morte da jovem Luana Rodrigues de Sousa, de 20 anos, desaparecida desde maio. Ela trabalharia como "mula" para Nem e teria vazado informações da quadrilha para um policial com quem namorava.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Para impedir fuga de bandidos

PF prende na Gávea policiais que escoltavam traficantes em fuga da Rocinha

Publicada
Gustavo Goulart, Renata Leite, Vera Araújo, Laura Antunes e Herculano Barreto Filho*
Chegada de presos da Rocinha, na PF (Foto: Domingos Peixoto / agência o Globo) 
RIO - Dez pessoas, entre policiais e traficantes, foram presas no início da noite desta quarta-feira, durante operação da Polícia Federal, quando cinco agentes civis e militares escoltavam cinco traficantes que esteriam fugido da Favela da Rocinha. A comunidade deve receber uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) no próximo domingo. De acordo as primeiras informações, o grupo estaria dividido em quatro carros que foram interceptados por agentes da PF em frente ao Shopping da Gávea e ao Jóquei, na Zona Sul do Rio. Um dos bandidos presos é o traficante Anderson Rosa Mendonça, conhecido como Coelho, braço-direito do traficante Nem e chefe do tráfico no Morro de São Carlos. Nos carros foram apreendidas armas, granadas e drogas. Todos foram levados para a sede da PF, na Praça da Bandeira. Os bandidos teriam negociado, segundo uma alta fonte da Polícia Civil, o pagamento de cerca de R$ 2 milhões pela escolta feita pelos agentes do estado. Com escutas telefônicas autorizadas pela Justiça, agentes federais estavam monitorando os traficantes e flagraram os policiais em conversas com os bandidos.
objetos pertencente aos traficantes  Foto Domingos Peixoto / agência o Globo
Entre os presos, segundo a PF, estão três policiais civis, sendo deles da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Cargas (DRFC) - Carlos Renato Rodrigues Tenório e Wagner de Souza Neves - e um da Delegacia de Repressão a Crimes contra a Saúde Pública (DRCCSP) - Carlos Daniel Ferreira Dias. O grupo também conta com dois ex-PMs, José Faustino Silva e Flávio Melo dos Santos, de acordo com nota enviada pela PF na noite desta quarta-feira. Os outros cinco são traficantes. Além de Coelho, outro dos principais chefes do tráfico no Morro de São Carlos, no Estácio, também estaria entre os presos na noite desta quarta-feira. Sandro Luiz de Paula Amorim, o Lindinho ou Peixe, foi procurar abrigo na Rocinha logo após seu reduto ser ocupado por uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). Ele foi encarregado de assumir também o comandos das favelas de Macaé, após a morte do traficante Roupinol, ocorrida em 2010. Os outros três bandidos são Paulo Roberto Lima da Luz, conhecido como Paulinho; Varquia Garcia dos Santos, conhecido como "Carré"; e Sandro Oliveiro.
Três fuzis, dez pistolas, cinco granadas e 20 carregadores, além de reais e euros em quantidade ainda não revelada, foram apreendidos. Também foram apreendidas joias em ouro.
Segundo o Tribunal de Justiça, a PF pediu auxilio à Vara de Execuções Penais para monitorar um dos integrantes do grupo que foi preso. A PF sabia que ele, por ser foragido do sistema penal, estava usando uma tornozeleira eletrônica. Através desse monitoramento, foi possível localizar o grupo.
A correria dos policiais para capturar os bandidos transformou a rotina da Rua Arthur Araripe, uma via curta, predominantemente residencial, em frente ao shopping da Gávea, que liga a Marquês de São Vicente à Autoestrada Lagoa-Barra. Os policiais fecharam o trânsito em dois pontos durante a operação, que mobilizou cerca de 40 agentes. Algemados, os bandidos presos eram colocados deitados no asfalto.
A colunista Lu Lacerda estava na Gávea e presenciou a cena. Conforme descrito em seu blog , a "Santos Dumont, de pracinha bucólica que é, transformou-se numa zona de guerra". Segundo ela, quatro carros com policiais à paisana tentavam interceptar um Honda Civic de placa de final 5036, em frente ao Jockey Club. Um policial recebeu a denúncia, que foi confirmada quando dois carros da Polícia Civil conseguiram interceptá-los, e com eles encontraram pistola, fuzil, maconha, carregador de arma e granada. Os bandidos, inclusive o policial, foram jogados no asfalto, algemados e presos ali, diante de pedestres chocados, de acordo com a colunista: "Sirenes soavam, o trânsito parou, algumas pessoas corriam, outras berravam, com muito, muito medo." Uma estudante da Pontifícia Universidade Católica, na Gávea, também contou os momentos de tensão que viveu durante a operação. Em vídeo postado no Twitter , ela revela que agentes do Bope entraram na universidade.
Foto do traficante Peixe divulgada pelo Disque-Denúncia (Foto: Divulgação)
A quatro dias da provável ocupação da Rocinha, as corregedorias da Polícia Civil e Militar investigam a denúncia de que o traficante Antônio Bonfim Lopes, o Nem, também deixaria a favela escoltado por um carro da polícia. Segundo o corregedor da Polícia Civil, delegado Gilson Emiliano, a informação de que Nem sairia escoltado foi passada pelo Disque-Denúncia (2253-1177) na manhã desta quarta-feira, e dá conta de que o traficante sairia da favela num carro preto com soldados do tráfico fortemente armados e escoltados por viaturas. A denúncia não mencionou se a escolta seria feita por policiais civis ou militares. Por precaução, Gilson Emiliano montou uma operação para evitar a fuga e prender os policiais. Até o momento nenhum suspeito foi preso.
- A denúncia, recebida às 10h40m, diz que Nem sairia num carro preto hoje ou amanhã. Enviei policiais da Coinpol em quatro carros escoltados por agentes da Core (Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais) em dois carros. Estamos revistando todos os veículos escuros e observando carros da Polícia caracterizados que entram e saem da favela - contou o corregedor da Polícia Civil, que informou ainda que um veículo da Coinpol com três agentes ficará de plantão na 15ª DP (Gávea) até quinta-feira para entrar em ação rapidamente.
O corregedor da Polícia Militar, coronel Waldir Soares, informou que delegou à 1ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM) a investigação da denúncia. Segundo ele, agentes daquela unidade apoiam uma ação da Corregedoria Geral Unificada (CGU). O corregedor geral, o desembargador Giusepe Vitagliano, confirmou a denúncia e afirmou que já há equipes em campo para evitar a suposta tentativa de fuga do bandido e prender os policiais.
Segundo a polícia, o traficante Antônio Bonfim Lopes, o Nem, chefe do tráfico na Rocinha, continua na comunidade. A Polícia Militar reforçou o patrulhamento nos acessos à Rocinha e à Favela do Vidigal, também na Zona Sul, inclusive com viaturas da corporação. Agentes do Batalhão de Operações Especiais (Bope) ocupam a Vista Chinesa, uma das possíveis rotas de fuga de bandidos da Rocinha.
Policiais na subida da Estrada da Gávea revistam carros que passam pela via / Foto: Fabiano Rocha
O Batalhão de Choque da PM realizou entre a noite de terça-feira e a manhã desta quarta uma operação na Favela da Rocinha. Cerca de 50 policiais, em 12 patrulhas, se fixaram em dois pontos (na saída da Rua 1 e na Estrada da Gávea) e começaram a revistar vans e outros veículos. Segundo o serviço reservado do batalhão, o objetivo da operação era impedir a fuga de bandidos. Não houve presos, e o clima era de tranquilidade na comunidade. Nesta manhã, os policiais do 23º BPM (Leblon) continuam fazendo patrulhamento nos arredores da comunidade.
Na terça-feira, o delegado titular da 15ª DP (Gávea), Carlos Augusto Nogueira Pinto, afirmou que instaurou um procedimento para investigar a denúncia de que Nem estaria intervindo nas associações de moradores na região. Há informações de que o traficante teria determinado a antecipação da eleição para a escolha dos presidentes das entidades.
Bandido cobra taxas de vans, motos e prostíbulo A expectativa da ocupação da Rocinha e do Vidigal pela polícia, para a implantação de UPPs, fez com que Nem se reunisse com seus cúmplices na segunda-feira, na tentativa de antecipar as eleições em três associações. Segundo o delegado Carlos Augusto, o bandido estaria disposto a deixar pessoas de sua confiança à frente das entidades e de seus negócios ilícitos. O delegado explicou que, além do dinheiro do tráfico, Nem recebe uma espécie de "pedágio" de vans e motos que circulam nas favelas, além de cobrar taxas de uma clínica de aborto, interditada na semana passada, e de uma casa de prostituição.
Em novembro, a delegacia da Gávea já recebeu 20 informações do Disque-Denúncia sobre Nem. De acordo com o delegado, o bandido teria ido um dia à Praia de São Conrado.
- Chegamos a ir lá, mas ele não estava mais na praia. Não estamos deixando de averiguar nenhuma informação. Foi assim com a denúncia de que Nem se encontrava na UPA da Rocinha, recebendo tratamento médico . Havia cerca de 40 traficantes fazendo a segurança do bandido. Quando nos aproximamos da UPA, os criminosos soltaram fogos anunciando a nossa chegada - contou o delegado.
"Vai ser um alívio ver isso aqui sem os bandidos" O clima nas duas comunidades na segunda-feira era um misto de alegria e apreensão por conta da futura ocupação para a instalação de UPPs. Helicópteros da Polícia Civil sobrevoaram a Rocinha e o Vidigal. Por medida de segurança, alguns moradores já deixaram as favelas, a fim de não pôr as famílias em risco no dia da ocupação.
- Estou aproveitando para viajar para o Nordeste. Volto quando as coisas se acalmarem. Vai ser um alívio ver isso aqui sem os bandidos. Os traficantes ficam na porta da gente xingando e tocando funk a todo o volume, na frente das crianças - reclamou um morador.
Policiais fazem blitz no acesso à Rocinha pela Estrada da Gávea - Foto: Fernando Quevedo
Moradora de São Conrado há 18 anos, a cantora Elba Ramalho compartilha de mesma apreensão da comunidade da Rocinha. Com três filhas pequenas, ela teme que a ocupação gere um confronto armado. Na expectativa, Elba diz esperar que a ação ocorra de forma "extremamente" organizada:
- Sou sempre a favor da paz e de uma sociedade organizada, mas fico muito temerosa pela ação em si, já que a grande maioria da população da Rocinha é formada por pessoas de bem e que não tem culpa. Por isso, a ação deve proteger quem mora na comunidade e quem mora ao redor - diz Elba.
* Do Extra

Polícia Civil descobre cocaína na residência de mulher que tentou entrar no presídio com crack

Policiais Civis de Caicó estiveram na tarde desta quarta-feira, 9 de novembro, na residência de Vanusa Silva de Oliveira, 32 anos, e localizaram cerca de 300 gramas de cocaína. Ela foi presa no final da manhã de hoje quando tentava entrar no presídio o “Pereirão” com 50 gramas de crack na vagina.
A droga encontrada em sua residência foi encaminhada para a delegacia de polícia. A informação vai fazer parte do inquérito aberto contra a mulher.
Em seu depoimento, Vanusa disse que comprou o crack por 600 reais no “beco da troca” a uma pessoa que não soube dizer o nome, e que seu objetivo era vender o produto no presídio a “preço de mercado”.
A mulher, que é natural de Jardim do Seridó, já tinha passagem pelo presídio de Caicó, por envolvimento com o tráfico de drogas. Seu namorado, que é preso no “Pereirão”, também responde por tráfico de drogas.

Motociclista teve perna decepada proximo a Acari

 
Um grave acidente ocorrido na BR 427, mais precisamente na Serra de Acari por volta das 16h40minh desta quarta-feira (09/11) decepou a perna esquerda do motociclista, MARIOSTE FERREIRA DA SILVA DE 37 ANOS, natural de Acarí. A vítima tentava fazer uma ultrapassagem na descida da serra e acabou colidindo numa carreta Bi- trem de placas MIT-8163-Lauro Muller-S/C.
A carreta chegou a ser apreendida pela Polícia Militar que repassou para a Polícia Rodoviária Federal para serem tomadas as medidas cabíveis. 
Carreta Bi-trem que ficou apreendida por algumas horas não teve envolvimento no acidente

O condutor da carreta disse em depoimento que a colisão não aconteceu com sua carreta e sim com o caminhão que a vítima tentava ultrapassar. Nenhuma marca de colisão foi encontrada na carreta. Apesar da gravidade do acidente a vítima continuava consciente o tempo todo. Ele foi socorrido para o Hospital Regional de Currais Novos e após receber atendimento médico foi encaminhado para Natal.

PF de Mossoró apreende mais de 8kg de maconha e prende dois Assuenses

8.400 gramas de maconha foram apreendidas com taxista e moto-taxista

A Delegacia de Polícia Federal em Mossoró, a partir de informações do Núcleo de Inteligência local, prendeu na noite de ontem (08) um taxista e moto-taxista, oriundos do município de Assu, transportando 8.400 gramas de material entorpecente (maconha) no interior de um carro tipo Corsa prata, utilizado como táxi.
Segundo o responsável pela Comunicação Social, Paulo Nascimento, o veículo foi localizado por volta das 21h nas imediações do bairro Alto de São Manoel. Após revista veicular, os policiais encontraram a droga acondicionada no interior do porta-malas do carro.
A maconha apreendida junto com os dois presos, enquadrados nos artigos 33 e 35 da lei 11.343/2006, foi encaminhada para a Delegacia da PF em Mossoró. O moto-taxista mossoroense preso tem 31 anos de idade e o taxista, natural de Assu, tem 33 anos. A PF reforça que tem atuado de forma ostensiva com o fim de combater o tráfico de drogas em Mossoró e região.
 
Fonte:Ismael Souza

Mais uma mulher foi presa tentando entrar com droga na vagina no dia de visita ao Pereirão

 
A cena volta a se repetir em dia de visitas intimas ao presidio de Caicó. Mais uma mulher foi presa hoje (quarta feira) ao tentar entrar na Penitenciária Desembargador Francisco Pereira da Nóbrega, o Pereirão, portando drogas na vagina. A acusada presa em flagrante foi indetificada por Vanuza Silva de Oliveira, 32 anos, que disse está residindo no centro da cidad de Caicó mais não sabe o nome da rua.
Vanuza foi flagrada portando um tablete de crack pesando aproximadamente 50g que estava introduzido na sua vagina.  Apos ser flagrada com a droga a mesma foi presa e autuada em flagrante na delegacia de Policia Civil em Caicó.

CONSUMO DE CRACK COMEÇA A ULTRAPASSAR O DE BEBIDA ALCOÓLICA


A facilidade de acesso e o baixo custo do crack estão fazendo com que a droga se alastre pelo País. Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (07), pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) revela que o crack está substituindo o álcool nos municípios de pequeno porte e áreas rurais. Nos grandes centros, uma pedra de crack custa menos de R$ 5. Dentre os 4,4 mil municípios pesquisados, 89,4% indicaram que enfrentam problemas com a circulação de drogas em seu território e 93,9% com o consumo. O uso de crack é algo comum em 90,7% dos municípios. “Verificamos que o uso de crack se alastrou por todas as camadas da sociedade, a droga que, em princípio, era consumida por pessoas de baixa renda, disseminou-se por todas as classes sociais”, aponta a pesquisa.
O relatório mostra que 63,7% dos municípios enfrentam problemas na área da saúde devido à circulação da droga. A fragilidade da rede de atenção básica aos usuários, a falta de leitos para a internação, o espaço físico inadequado, a carência na disponibilidade de remédios e a ausência de profissionais especializados na área da dependência química são os principais entraves apontados pelos gestores municipais.
Em relação à segurança pública, os principais problemas estão relacionados ao aumento de furtos, roubos, violência, assassinatos e vandalismo. Existem ainda apontamentos em relação à falta de policiamento nas áreas que apresentam maior vulnerabilidade.
Outra questão revelada pela pesquisa é a fragilidade da rede de Proteção Social Especial e do Centro de Referência Especializado da Assistência Social (Creas) que tem como objetivo trabalhar as demandas dos usuários de drogas. Estes serviços são deficitários em 44,6% dos municípios.

Fonte: Camocim Online por Força Tática